Investimento no Banco Master e suas Consequências
Em cinco anos, a Amapá Previdência (Amprev) pretende recuperar o montante investido de R$ 400 milhões no Banco Master, conforme anunciado por Jocildo Lemos, que presidia a autarquia durante a transação. A aplicação em letra financeira gerou polêmica e levou à renúncia do presidente em fevereiro de 2024, enquanto investigações da Polícia Federal se iniciavam sobre o caso.
Ações de Recuperação dos Recursos
Jocildo Lemos destacou que, ao ser divulgada a falência do Banco Master, a Amprev agiu rapidamente para resgatar o investimento. O ex-presidente assinalou que, desde novembro, foram retidos aproximadamente R$ 600 mil mensais provenientes dos empréstimos consignados dos servidores aposentados e pensionistas. Em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado, a autarquia conseguiu uma autorização judicial para reter recursos até completar uma soma de R$ 7,5 milhões por mês de outros produtos relacionados ao banco.
O Papel do Comitê de Investimentos
Durante a gestão de Jocildo, o Comitê de Investimento da Amapá Previdência atuou de forma decisiva. Ele mencionou que a decisão de aplicar recursos no Banco Master foi resultado de um consenso coletivo, envolvendo várias partes interessadas, incluindo o Ministério Público e representantes dos servidores. Após análises rigorosas, foram alocados R$ 100 milhões no banco, mesmo diante da instabilidade financeira.
O ex-presidente esclareceu que, se o Banco Master não tivesse falido, a Amprev poderia garantir uma rentabilidade de R$ 630 milhões ao longo de dez anos. Por ora, a autarquia permanece em uma posição sólida, com mais de R$ 10 bilhões para administrar, assegurando o pagamento de aposentadorias até 2059.


