A mineração no Amapá ganha novo impulso com a entrada no mercado internacional, representando um marco importante para o estado. A Amapá Minerals, com o suporte do Governo do Estado, captou 140 milhões de dólares canadenses (aproximadamente R$ 512 milhões) em sua abertura de capital na Bolsa de Toronto, no Canadá. As ações da companhia agora são negociadas sob o código AMAP na Toronto Stock Exchange (TSX).
Os recursos obtidos serão direcionados para investimentos no Projeto Amapá, com o objetivo de expandir a produção, exploração e operações da empresa no estado. Esta retomada ocorre após anos de paralisação de um empreendimento crucial para a economia local.
Investimentos e Confiança no Setor Mineral
Em 2025, o Governo do Amapá intensificou as estratégias para restaurar a confiança dos investidores e proporcionar condiçõespara a reincorporação de projetos anteriormente paralisados. Este esforço envolveu ações de diversos órgãos estaduais, garantindo segurança jurídica, licenciamento ambiental e diálogo aberto com empresas dispostas a investir na região.
A Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá desempenhou um papel fundamental nesse processo, atuando ativamente na conexão com investidores e na reativação da atividade mineral. O trabalho da agência abrangeu discussões com empresas, apresentação das oportunidades disponíveis no Amapá e construção de um ambiente favorável para novos investimentos.
O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, salientou que a retomada da mineração resulta de uma articulação institucional sólida construída ao longo dos anos. “A abertura de capital da Amapá Minerals mostra que a mineração no Amapá já ultrapassou a recuperação de atividades paralisadas e entrou em um novo ciclo de investimentos”, afirmou Wandenberg.
Impactos da Retomada de Atividades
A chegada da Amapá Minerals ocorreu em 2025, substituindo a antiga operação da Tucano Gold e reestruturando o empreendimento nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Em maio de 2026, a empresa produziu seu primeiro ouro, processando aproximadamente 24,6 mil toneladas de material entre maio e junho.
Essa recuperação já teve desdobramentos significativos no mercado de trabalho, gerando cerca de mil empregos diretos e indiretos, majoritariamente ocupados por trabalhadores locais, conforme dados do Governo do Amapá. “A meta é transformar esse novo fluxo de investimentos em mais produção e mais postos de trabalho para a população”, destacou Wandenberg.
Colaboração Entre Ênfase Técnica e Desenvolvimento Econômico
A articulação com o setor empresarial também é acompanhada por um trabalho integrado entre diversas áreas do Poder Executivo, que reúnem os aspectos técnicos essenciais para o desenvolvimento do setor mineral e estratégias de atração de investimentos. A Secretaria de Estado da Mineração, sob a liderança do secretário Mamede Barbosa, é responsável por supervisionar as questões específicas do setor e colabora com a Agência Amapá na criação de uma agenda que não se limita apenas à recuperação da mineração, mas também ao desenvolvimento econômico geral do estado.
O impacto positivo da retomada das atividades é evidente, com mais de 1,5 mil empregos diretos gerados apenas pela Amapá Minerals. Essas iniciativas mostram que a mineração pode atuar como um motor impulsionador da economia do Amapá, proporcionando novos horizontes para o desenvolvimento local.
No cenário atual, espera-se que as operações da Amapá Minerals e o suporte governamental resultem em um ciclo contínuo de crescimento econômico e geração de empregos, consolidando a mineração como um pilar fundamental na trajetória de desenvolvimento do Amapá.



