A Universidade do Estado do Amapá (UEAP), um importante equipamento de educação do Governo do Estado, marcou presença no cenário da bioeconomia ao realizar, nesta sexta-feira, 9, no Campus I da instituição, o evento ExpoBio UEAP: Workshop – Startup em Bioeconomia: Transformando Pesquisa em Negócio. O workshop destacou a conexão entre pesquisa, inovação e empreendedorismo na Amazônia, reunindo especialistas e empreendedores do setor.
Fomento à Bioeconomia e Inovação
Realizado em parceria com o Sebrae, o evento teve como objetivo aproximar a academia e o mercado, apresentando inovações que utilizam os recursos naturais da região amazônica. O expo contou com a participação de mais de 20 startups, além de 12 projetos acadêmicos com potencial para se tornarem empresas. De acordo com a professora Alana Soares, coordenadora do evento, esses projetos representam um potencial incrível que pode ser explorado a partir da biodiversidade local.
“Essa feira busca apresentar, além das startups já consolidadas, projetos acadêmicos com o potencial de se tornarem empresas. Todos esses projetos têm um potencial incrível dentro da nossa biodiversidade”, destacou Soares. O evento não só proporcionou um espaço para startups, mas também permitiu que os estudantes da UEAP demonstrassem suas ideias e iniciativas, mostrando que a inovação pode vir de diferentes fontes.
Startups em Foco
Dentre os diversos empreendimentos apresentados, destaca-se o Pimenteiro, da empreendedora Débora Ferreira, que comercializa molhos de pimenta artesanais. O negócio utiliza técnicas criativas para contornar a escassez das pimentas durante certas épocas do ano, empregando o processo de airlock para maturação dos molhos. Essa abordagem inovadora permite a disponibilidade contínua do produto em mesas amapaenses.
“Começamos a produzir nossos molhos desde o mês de maio por meio do processo de airlock, em que o colocamos dentro do barril e ele fica maturando por 60 a 90 dias. Depois, nós envazamos para colocar no mercado, porque só assim conseguimos ter o produto e não faltar na mesa do amapaense”, explicou a empreendedora, ressaltando o compromisso com a qualidade.
Outro exemplo inspirador é o projeto de Thaís Lobato, estudante do curso de Tecnologia em Design, que idealizou o Nós do Amor. A iniciativa ensina a técnica do macramê para mulheres em situação de vulnerabilidade social, proporcionando uma nova fonte de renda por meio da produção de produtos artesanais. Thaís enfatiza a importância de permitir que essas mulheres tenham acesso a novas oportunidades através do ensino da técnica.
“Através dessa técnica, elas produzem diversos produtos em macramê para vender e assim elas conseguem uma fonte de renda. Essa atividade traz um novo sentido, um universo de possibilidades para o empreendedorismo”, relatou a estudante, demonstrando que a educação e o empreendedorismo caminham juntos.
Palestras sobre Bioeconomia e Startup
A ExpoBio também contou com uma série de palestras de especialistas do setor. Professores de universidades e CEOs de startups compartilharam suas experiências e conhecimentos sobre bioeconomia e inovação. Uma das palestrantes, Erika Bezerra, professora do Ifap e coordenadora de iniciativas de startups ligadas à tecnologia, pesquisa e biodiversidade, ressaltou a importância de eventos como a ExpoBio.
“Esse é um momento muito especial, quando unimos a atuação prática da universidade à inovação, tecnologia e bioeconomia. Discutimos como juntar tudo isso para de fato colocar no mercado produtos que sejam competitivos e tragam desenvolvimento e geração de renda”, comentou Bezerra, reafirmando que a cooperação entre universidades e empresas é crucial para transformar a pesquisa em práticas viáveis.
O evento foi uma verdadeira vitrine para a bioeconomia no Amapá, demostrando que é possível unir conhecimento acadêmico e empreendedorismo para criar soluções sustentáveis e inovadoras. A ExpoBio não apenas celebrou as conquistas atuais, mas também inspirou futuras gerações de empreendedores a explorar o vasto potencial da biodiversidade amazônica.



