Douglas Lima
Editor
Na manhã desta segunda-feira, 19, o fonoaudiólogo Alan Malcher compartilhou informações preocupantes sobre o aumento da ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) em idosos no Amapá durante a época mais quente do estado, que vai de agosto a novembro. Essa análise foi realizada durante sua participação no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,90).
Malcher destacou que a exposição prolongada ao calor pode ser um fator de risco significativo para a saúde da população idosa, especialmente para aqueles que possuem condições como hipertensão arterial, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares, além de um histórico anterior de AVC.
Conforme o fonoaudiólogo, o envelhecimento do organismo reduz a habilidade de regular a temperatura corporal e a percepção da sede. Isso torna os idosos mais vulneráveis à desidratação e ao estresse térmico. A perda excessiva de líquidos por meio do suor pode causar diminuição do volume sanguíneo, afetar a pressão arterial e comprometer a circulação.
Relação entre Calor e Acidente Vascular Cerebral
Essas condições podem potencialmente contribuir para eventos cerebrovasculares em indivíduos predispostos. No caso do AVC isquêmico, ocorre obstrução de uma artéria cerebral, enquanto no AVC hemorrágico, há o rompimento de um vaso sanguíneo, geralmente relacionado à hipertensão arterial mal controlada.
Embora o calor esteja associado a esses episódios, Alan Malcher adverte que não deve ser visto como a única causa de AVC. A relação é complexa e depende de muitos fatores individuais, incluindo condições ambientais, a presença de doenças preexistentes, o uso de medicamentos e a capacidade de acesso à hidratação e a ambientes frescos.
Fatores e Prevenção no Amapá
Além disso, o fonoaudiólogo ressaltou que a localização do Amapá na Linha do Equador não é, por si só, uma causa determinante do risco de AVC. No entanto, as condições climáticas locais justificam um cuidado especial com a saúde dos idosos, que são mais afetados por temperaturas elevadas.
A prevenção de AVC entre a população idosa pode ser abordada através de uma série de medidas. A adequada hidratação é crucial, assim como a redução da exposição ao sol durante os horários mais quentes do dia e a permanência em ambientes frescos. O acompanhamento regular da pressão arterial e do diabetes, além da avaliação médica dos medicamentos utilizados, desempenham papéis fundamentais nessa prevenção.
Orientações para Pacientes com Restrições
Malcher também enfatizou que para pessoas que têm restrições no consumo de líquidos devido a doenças cardíacas ou renais, é essencial seguir orientações personalizadas. Isso garante que a saúde seja mantida em equilíbrio, minimizando o risco de AVC enquanto se adequa ao tratamento das condições existentes.
Assim, a combinação de cuidados preventivos e a atenção às particularidades de cada idoso são decisivas para reduzir o risco de AVC, especialmente em períodos de calor intenso no Amapá. Com uma abordagem consciente e informada, é possível proteger essa faixa etária tão vulnerável e promover uma vida mais saudável e segura.

