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Amapá é um dos primeiros estados a receber insulina moderna para diabetes

Amapá é um dos primeiros estados a receber insulina moderna para diabetes

O Ministério da Saúde iniciou no Amapá o processo de transição para a insulina análoga de ação prolongada, conhecida como glargina, proporcionando um marco significativo para o tratamento de diabetes no Brasil. Esta mudança representa um avanço para pacientes que exigem cuidados especiais em sua terapia, especialmente na rede pública de saúde.

Transição para Insulina Glargina

Essa transição, que começa no Amapá, também será piloto em estados como Paraná, Paraíba e Distrito Federal, beneficiando crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, bem como idosos acima de 80 anos com diabetes tipo 1 ou 2. Estima-se que, nesta fase inicial, mais de 50 mil pessoas sejam atendidas, com cerca de 2,3 mil beneficiários no Amapá.

Capacitação dos Profissionais de Saúde

No dia 27 de janeiro, os profissionais de saúde do Amapá passaram por treinamento específico para facilitar essa transição. Esta capacitação foi crucial para garantir que as equipes de saúde estejam preparadas para adotar o novo tratamento, assegurando que os pacientes recebam a assistência adequada. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a expansão do tratamento de diabetes no SUS representa um compromisso do governo federal com a saúde pública e o desenvolvimento industrial nacional.

Benefícios da Insulina Glargina

A insulina glargina, com ação de até 24 horas e administração diária única, facilita o controle dos níveis de glicose no sangue. O custo da insulina na rede privada pode chegar a R$ 250 a cada dois meses, e a inclusão desse recurso no SUS alinha o Brasil às melhores práticas internacionais. A transição gradual deste tratamento foi desenvolvida com foco nas necessidades de cada paciente, composta por um monitoramento contínuo e avaliações regulares para ajustar o cronograma de expansão das terapias para outros estados do país.

A implementação do novo protocolo de insulinoterapia no SUS é apoiada por dados e estudos realizados pelo Grupo de Trabalho da Insulina do Ministério da Saúde. Somado a isso, as equipes das Secretarias Estaduais e Municipais estão sendo continuamente capacitadas para garantir a eficácia no uso das canetas aplicadoras de insulina e na administração do medicamento. Os treinamentos, que seguirão até meados de fevereiro, preparam os profissionais para um suporte integral aos pacientes com diabetes.

O SUS assegura atendimento completo, desde o diagnóstico até o tratamento dos pacientes com diabetes, contando com uma abordagem multiprofissional na Atenção Primária à Saúde. Com a introdução da insulina glargina, o sistema pode oferecer um tratamento ainda mais eficaz.

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