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Mural em memoriam às vítimas de feminicídio no Amapá é um ato de solidariedade

Mural em memoriam às vítimas de feminicídio no Amapá é um ato de solidariedade

A ação na sede do Sistema Super Fácil Centro aconteceu na quinta-feira, 14, e integra a programação da Tenda Lilás, iniciativa nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, em parceria com o Governo do Estado e coordenada pela Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres (SEPM).

“Os memoriais são extremamente importantes, porque inauguram novos ciclos, e eu acredito nesse novo tempo, nesse novo momento em que, a partir daqui, vamos nos fortalecer ainda mais em parceria com os movimentos sociais e todas as pessoas que prestigiam este evento, pois todos fazem parte dessa luta. Eu preciso de vocês e nós precisamos estar juntos nesta batalha”, frisou a gestora da SEPM, Simone Palheta.

Memoriais como Instrumento de Mudança

A proposta do memorial é transformar a arte urbana em instrumento de memória, conscientização e resistência. A pintura coletiva serve para prestar homenagem às mulheres vítimas de violência de gênero e reafirmar o compromisso com a defesa da vida e dos direitos das mulheres. Assumir a responsabilidade de lembrar estas histórias é fundamental para um futuro mais seguro e igualitário.

A obra foi realizada de forma colaborativa, envolvendo artistas convidadas de São Paulo e Brasília, além de artistas amapaenses. Essa união fortalece e valoriza a produção artística feminina enquanto promove um intercâmbio cultural rico e significativo.

Em Macapá, a intervenção artística será um legado permanente da passagem da Tenda Lilás pelo estado. A arte recria elementos da cultura amapaense, retratando o Rio Amazonas, a Fortaleza de São José de Macapá e o Monumento Marco Zero, conectando a expressão artística com a identidade cultural da região.

Celebrando a Arte e a Solidariedade

“Eu posso andar só, pois sozinha eu ando bem, mas com você ando melhor”, cantando esse refrão, um grupo de mulheres adentrou o SuperFácil para participar do ato inaugural do mural, acompanhado de autoridades e da representante do Ministério das Mulheres, Kênia Figueiredo.

O mural, que faz parte do Ato Memorial pela Vida das Mulheres, é uma demonstração de resistência e um símbolo de enfrentamento ao feminicídio. Essas intervenções artísticas ocorrem em vários estados brasileiros, buscando criar um espaço de reflexão e memória a partir da arte.

A diretora-geral do Sistema SuperFácil, Renata Apóstolo, comentou de forma descontraída: “Agora este mural é todo meu”, referindo-se ao fato de que o espaço foi instalado na entrada do órgão, onde é visível a todos que transitam pelo local. Ela destacou que as pinturas oferecem uma verdadeira imersão a quem observa cada detalhe, espelhando a luta de mulheres negras, indígenas e tantas outras que precisam de acolhimento.

Um Espaço de Memória e Conscientização

A intervenção artística transforma o espaço público em um território de memória, denúncia e conscientização. As grafiteiras de São Paulo, Kátia Lombardo, Simone Siss e Kelly S. Reis, se uniram às artistas do Amapá Moka, Luci, Ratazana, Campis e Mori para transformar a entrada principal de um dos órgãos públicos mais visitados diariamente na capital, o SuperFácil, em um espaço de reflexão social.

Essas iniciativas revelam o poder da arte como um meio de mobilização social, permitindo que mais pessoas se unam à causa e contribuam para a luta contra a violência de gênero. Com cada traço de tinta, a voz dessas mulheres é elevada, fazendo ecoar a mensagem de resistência e solidariedade.

O mural é um convite à reflexão e ao diálogo sobre a violência contra as mulheres, uma realidade que não pode ser ignorada. A importância dessas ações está na criação de espaços seguros e de apoio, reforçando que a luta pelos direitos das mulheres é uma responsabilidade coletiva, onde todos devem estar envolvidos.

Assim, esse projeto se desdobra em muitas outras ações, sempre com o objetivo de fazer ecoar as vozes das mulheres e transformar a nossa sociedade em um lugar mais justo e igualitário. A partir de agora, o mural no SuperFácil é um símbolo da resistência e uma lembrança de que a luta continua.

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