A 20ª edição do Dia Estadual dos Cultos Afro-Religiosos, que acontece em Macapá, é uma celebração de expressão cultural e resistência da ancestralidade afro-amapaense. Com apoio da Prefeitura Municipal, através do Instituto Municipal de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), a programação visa fortalecer a valorização dos saberes afro-religiosos e combater a intolerância religiosa, seguindo as tradições históricas do estado.
Programação e Atividades
As festividades têm início nesta sexta-feira, 8 de maio, com um café da manhã comunitário no Terreiro de Mina Nagô de Santa Bárbara, marcado para as 8h. Esta atividade é aberta a todos os terreiros, adeptos e simpatizantes da cultura afro-religiosa, com a intenção de promover a união das comunidades e a troca de saberes.
Um dos destaques deste ano é o projeto “08 de Maio – Luta e Resistência”, promovido pela Federação de Cultos Afros de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá (Fecarumina). O projeto relembra o primeiro Tambor de Mina tocado no estado, um importante marco na história das tradições africanas no Amapá.
Além disso, as comemorações se estenderão para o final de semana, nos dias 14 e 15 de maio. Durante esses dias, serão realizadas diversas apresentações culturais e atividades que respectam e homenageiam as práticas afro-religiosas do estado. A Prefeitura garantiu estrutura adequada, incluindo palco, sonorização e iluminação, para que as comunidades possam celebrar com dignidade.
Importância da Comemoração
O Dia Estadual dos Cultos Afro-Religiosos, oficializado pela Lei Estadual nº 0933/2005, tem como objetivo reconhecer a importância das tradições afro-brasileiras, assim como a resistência das comunidades tradicionais de terreiro. Esta data não é apenas uma festividade, mas uma oportunidade de refletir sobre a herança cultural que molda a identidade do povo negro amapaense.
A celebração em si é um ato de resistência à intolerância religiosa e ao preconceito, permitindo que as comunidades de terreiro se unam em prol de um espaço mais igualitário e respeitoso. A homenagem especial a Mãe Dulce Moreira, uma das pioneiras dos cultos afro-religiosos no Amapá, reforça a importância de reconhecer aqueles que dedicaram suas vidas à preservação das tradições e do legado cultural afro.
Atividades de Sábado e Domingo
No sábado, dia 9 de maio, as festividades continuam com o Marabaixo do Mastro, que acontecerá no Barracão Tia Gertrude, na Avenida Duque de Caxias, nº 1203, em Santa Rita, às 17h. O Marabaixo é uma expressão cultural essencial entre os praticantes, caracterizado por danças, músicas e outras práticas culturais que celebram a ligação com a ancestralidade.
No domingo, dia 10 de maio, mais edições do Marabaixo do Mastro estão programadas para diversos barracões, como o Barracão Azebic, Dica Congo, Mestre Pavão e Tia Bilo, todos com início às 17h. Essas atividades são uma oportunidade para a comunidade se reunir e celebrar, destacando a riqueza cultural e o valor das práticas afro-religiosas.
Ao longo de toda a programação, espera-se que os participantes não apenas celebrem suas tradições, mas também reflitam sobre a importância do respeito mútuo e do combate à intolerância. Assim, o Dia Estadual dos Cultos Afro-Religiosos é um momento de alegria, aprendizado e reflexão, promovendo o fortalecimento da identidade coletiva e a valorização do patrimônio cultural do Amapá.
Conclusão
A 20ª edição do Dia Estadual dos Cultos Afro-Religiosos é uma celebração que promete unir diversas vozes e práticas culturais, reforçando a importância da resistência e da identidade afro-amapaense. Através de uma programação rica e variada, as comunidades têm a oportunidade de demonstrar sua força e resiliência, enquanto também promovem uma mensagem de paz e respeito entre todas as religiões e crenças. Portanto, é essencial que a sociedade em geral se una a essa causa, valorizando e respeitando as tradições que formam a base de nossa história e cultura.
