Douglas Lima Editor
A V Semana da África no Amapá é um evento cultural importante que acontece em um estado com significativas conexões históricas e culturais com o continente africano. Com o tema ‘África – Brasil – Amazônia – Amapá: suas raízes e reconexões’, o evento busca ressaltar a rica herança africana e sua influência nas tradições locais, especialmente no batuque e no marabaixo.
Atividades da V Semana da África
Na programação do dia 21, a Semana contará com diversas atividades no Museu Sacaca, na cidade de Macapá. As atividades começam às 9h e vão até as 17h, oferecendo ao público a oportunidade de participar de mesas redondas, rodas de conversa, interações e momentos de descontração com coffee breaks.
Durante a entrevista na rádio Diário FM 90,9, o presidente da Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM), Marcelo Coimbra, destacou a importância dessa conexão com a África. Ele afirmou que o evento alia cultura e resistência, reforçando que “na Semana da África a gente busca conectar a Mãe África com o Amapá”.
Esse evento é uma oportunidade de refletir e promover um debate significativo sobre a identidade cultural do povo amapaense, que possui raízes profundas ligadas à sua ancestralidade africana. De fato, o Amapá é um espaço onde a cultura africana se manifesta não apenas nas tradições, mas também nas expressões artísticas e na vida cotidiana.
Preservação da Cultura Africana no Amapá
Além de celebrar as tradições africanas, a V Semana da África também se propõe a contrabalançar a percepção negativa que muitas vezes é associada ao legado africano, visando combater o estigma de que a presença negra está apenas relacionada ao trabalho escravo. A AABM, desde sua fundação há sete anos, reúne valores e tradições de negras e negros de diferentes comunidades do estado, incluindo notórias figuras como Zé Libório da Favela e Laura do Marabaixo.
As atividades programadas para o dia incluem uma mesa-redonda com o tema ‘Batuque e Marabaixo: patrimônio, identidade, questões socioambientais e futuro’ que ocorre às 9h, proporcionando um espaço para discussão e reflexão sobre esses temas vitais para a preservação cultural. Às 10h30, o público poderá interagir e contribuir com suas vozes, seguido por um coffee break às 11h, encerrando assim as atividades matinais.
Interações e Reconexões Culturais
À tarde, a atividade proposta é uma roda de conversa com foco em ‘Memória, pesquisa, formação e captação de recursos’, planejada para começar às 14h. Essa é uma oportunidade excelente para artistas, pesquisadores e entusiastas da cultura africana em suas diversas expressões se reunirem e criarem redes de apoio e troca de conhecimentos. As interações subsequentes com o público e o encerramento das atividades no final do dia, à 17h, intercalam momentos de aprendizagem e descontração.
Marcelo Coimbra enfatiza que a programação não é apenas sobre a celebração da relação histórica com a África, mas também um reconhecimento e valorização das tradições que permanecem vivas nas comunidades do Amapá. “O evento busca, acima de tudo, fortalecer as raízes que ainda pulsam na cultura amapaense e reafirmar a identidade africano-brasileira”, explicou.
Os organizadores esperam que, com essas discussões e celebrações, os participantes compreendam melhor a riqueza das culturas que compõem o mosaico cultural do Amapá e suas interligações com o continente africano. Assim, a V Semana da África não só promove a cultura, mas também educa e conscientiza sobre a importância da ancestralidade e das raízes afro-brasileiras.
O Amapá, com suas particularidades culturais e sua variedade de expressões artísticas, mostra, através da V Semana da África, que a tradição e a modernidade podem coexistir harmoniosamente, criando um futuro mais integrado e consciente.
