A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autuou a Petrobras por falhas no sistema de segurança da sonda ODN II. A empresa não conseguiu verificar a eficácia das bombas de combate a incêndio, o que em um caso crítico pode acarretar riscos significativos.
Incidente e Vazamento de Fluid
No dia 4 de janeiro, um incidente com a sonda resultou no vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA–M-59, na bacia da Foz do Amazonas, costa do Amapá. Este episódio levantou preocupações sobre a segurança operacional e a capacidade da Petrobras em manter os padrões necessários diante de emergências.
Auditoria Realizada
Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, a ANP conduziu uma auditoria e identificou sete desvios, sendo cinco deles classificados como graves. A falha mais crítica relacionada à falta de verificação da operação das bombas de incêndio culminou na autuação da Petrobras.
A auditoria revelou deficiências no sistema de gestão da sonda, que não garantiu que os equipamentos estavam preparados para situações de alta demanda. A empresa tem 15 dias para apresentar sua defesa e 30 dias para resolver as inconformidades destacadas na fiscalização.
Reação da Petrobras
Em resposta à autuação, a Petrobras declarou que suas bombas de combate a incêndio atendem plenamente às exigências em casos emergenciais. A companhia enfatizou que os testes práticos realizados demonstram a eficácia do sistema, sugerindo que as falhas apontadas pela ANP não refletem sua operação real.
A Petrobras também planeja colaborar com a ANP para aprimorar a documentação e os registros, e afirma que a aplicação de uma multa não é justificada no contexto atual. Além disso, a companhia recebeu uma multa do Ibama no valor de R$ 2,5 milhões devido ao incidente de vazamento mencionando que não traz riscos ao meio ambiente.
O acompanhamento do caso continua por parte do Ibama e a expectativa é que a Petrobras adeque seu sistema para garantir a segurança operacional no futuro.
