Nesta quinta-feira, 23, em Porto Alegre (RS), ocorreu o desdobramento estratégico da Operação Convergência Nacional-Amapá, deflagrada pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio de seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e com o apoio do Gaeco do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A ação deu cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão contra um líder de facção criminosa que atua no Amapá, contando também com o suporte do Batalhão de Choque da PMRS.
A operação é coordenada pelo Gaeco do MP-AP e já teve desdobramentos em estados como São Paulo. Até o momento, dos dez mandados de prisão, sete foram cumpridos com sucesso. A iniciativa foi idealizada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC/CNPG), o que demonstra a colaboração entre diferentes estados na luta contra a criminalidade organizada.
O suspeito capturado na capital gaúcha é o sétimo investigado a ser preso no âmbito dessa operação interestadual. Inicialmente, ele não havia sido localizado no Amapá durante a fase de deflagração, mas, com o trabalho de monitoramento de inteligência compartilhada, sua localização em território gaúcho foi identificada, culminando na prisão.
Operação Convergência e seus desdobramentos
A ofensiva contra o núcleo da facção criminosa no Amapá teve seu marco inicial no dia 17 de junho de 2026. Nesse dia, o Gaeco do MP-AP e o Núcleo de Investigações (NIMP) deflagraram a fase inicial da operação para cumprir um total de dez mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. A ação em Macapá resultou na prisão de quatro investigados e na captura de outro alvo em Campinas (SP), esta última ocorrência se deu com o apoio do Gaeco do MPSP (Núcleo Campinas), reconhecendo a atuação interestadual da facção.
Uma semana após a primeira fase, uma sexta liderança foi detida em via pública na cidade de Macapá. A prisão mais recente realizada em Porto Alegre reforça os esforços conjuntos das forças policiais e do MP para neutralizar a cadeia de comando da organização criminosa em diversos estados.
Impactos da criminalidade no Amapá
Conforme apontado pelo Gaeco do MP-AP, as lideranças investigadas estão profundamente envolvidas no tráfico de entorpecentes e no comércio ilegal de armas de fogo. Além disso, a coação de adolescentes para a promoção da expansão da facção e a disputa territorial têm sido práticas recorrentes em várias regiões de Macapá. Tais práticas não apenas ameaçam a segurança pública, mas também perpetuam um ciclo de violência e insegurança na sociedade.
As investigações em curso revelam a participação direta desses indivíduos em crimes de extrema violência que têm ocorrido na capital amapaense. Todo o material coletado durante as operações em Porto Alegre e nas fases anteriores será submetido a uma análise técnica, crucial para a formulação das denúncias que buscam a responsabilização dos envolvidos.
Avanços na cooperação interinstitucional
A Operação Convergência Nacional-Amapá destaca a importância da colaboração entre diferentes estados e instituições para o combate ao crime organizado no Brasil. A integração dos Gaecos e outros órgãos de segurança pública evidencia que a criminalidade não respeita fronteiras estaduais, exigindo uma resposta coordenada e eficaz de todas as instâncias envolvidas.
A continuidade da operação é um indicativo de que as forças de segurança estão comprometidas em desmantelar estruturas criminosas que operam em diferentes regiões do país. As autoridades têm enfatizado a importância da troca de informações e do trabalho conjunto para alcançar resultados mais expressivos na luta contra a criminalidade.
Com os avanços já obtidos, a expectativa é que mais prisões ocorram e que a violência associada à criminalidade no Amapá e em outros estados diminua. O fortalecimento das ações interinstitucionais pode levar a uma maior segurança para a população e à efetivação da justiça contra aqueles que insistem em perpetuar o crime organizado.
