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Governador Clécio abre formação histórica para cadetes da PM AP

Governador Clécio abre formação histórica para cadetes da PM AP

A jornada rumo ao mais alto nível de liderança da Polícia Militar do Amapá iniciou para 54 cadetes nesta quinta-feira, 25, no Cine Teatro Sílvio Romero, em Santana. A turma, aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO), será a primeira a realizar todo o processo de formação integralmente no estado. O momento histórico é resultado de uma decisão política estratégica do governador Clécio Luís, que viabilizou a retomada do concurso, suspenso há 15 anos.

“Vocês serão servidores públicos, nem melhores nem piores do que nenhum outro, mas serão diferentes. Serão preparados de forma distinta para serem oficiais capazes de planejar, pensar, se comportar, reagir, comandar e agir estrategicamente. Vocês representarão o que a Polícia Militar tem de melhor. E é daqui que, em algum tempo, sairão os novos comandantes de batalhão, de diretorias e da própria corporação”, enfatizou Clécio Luís, em discurso aos cadetes.

Com duração de três anos e carga horária de 4.620 horas/aula, o curso prepara os futuros líderes da corporação, responsáveis por planejar, coordenar e comandar operações em situações de emergência e calamidade pública. Ao final da qualificação, os formandos serão diplomados pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) como bacharéis em Ciências Policiais e Segurança Pública.

O comandante-geral da PM-AP, coronel Márcio Allan, destacou que o momento representa um marco para a segurança pública no estado, já que, anteriormente, os oficiais precisavam ser enviados a outras unidades da Federação para realizar a formação. Desta vez, todo o processo será conduzido integralmente no Amapá.

“Eles venceram um certame de altíssima concorrência. Esses cadetes foram selecionados entre os melhores. Cada um deles traz consigo a bagagem do mérito, do intelecto e da resiliência. O Amapá recebe hoje a promessa e a esperança em jovens de grande valor, que serão preparados em alto nível para os desafios que a segurança pública enfrenta todos os dias”, ressaltou o comandante.

Disciplina e dedicação são valores que acompanham o cadete Antônio Rennier Lima Reis, de 22 anos, desde a rotina de estudos que o levou à aprovação no CFO. Bacharel em Direito, ele já havia tentado o concurso para soldado da PM-AP, mas sem êxito. O que poderia ter se transformado em desânimo acabou sendo convertido em foco para alcançar o objetivo de se tornar oficial de Estado-Maior da corporação.

“Eu sempre tive essa expectativa. Como não consegui alcançar meu objetivo como soldado, acabei direcionando todo o meu foco para o CFO, para oficial. Isso justamente por sempre ter tido essa vontade, essa paixão pela Polícia Militar, esse desejo de pertencer à corporação. E agora, estando aqui com os colegas, é um sentimento que realmente nos envolve e nos motiva ainda mais”, descreveu o cadete.

Iniciando um dos maiores sonhos de sua vida ao lado da família, Rennier afirmou que o momento é marcado por expectativa e ansiedade positiva com o início do curso, destacando que se trata de um processo composto por diversas etapas e de constante evolução ao longo dos próximos três anos.

“A minha expectativa ao fim do curso é realmente me encontrar em uma condição em que eu consiga me considerar um ótimo profissional da segurança pública, um ótimo policial militar. Sempre com o esforço de estar melhorando, inclusive para proporcionar à população um melhor profissional para a segurança pública. Acredito que a PM também faça parte disso, que espera dos cadetes o melhor e que, a cada dia, a gente busque evoluir e melhorar”, relatou Rennier.

Homenagens e Assunção da Nova Comandante da Academia Militar

Na solenidade, foi instituído o título honorífico da Academia de Polícia Militar “Cel. Cláudio Braga Barbosa”, em homenagem ao militar que dedicou 24 anos e 6 meses à corporação e à sociedade amapaense. O momento também marcou a assunção da primeira mulher ao comando da academia, a tenente-coronel Sara Farias Souza.

A academia é responsável pela execução da política de ensino do oficialato da PM-AP, atuando na formação técnico-profissional, doutrinária, científica, ética e humanística dos oficiais da corporação. Em seu discurso, Sara afirmou que a instituição nasce para preservar a história da Polícia Militar do Amapá e, sobretudo, formar líderes que conheçam profundamente a corporação que escolheram servir.

“É a consolidação da identidade institucional da Polícia Militar do Amapá. Continuaremos estudando, buscando referências e dialogando com outras instituições. Mas teremos algo que nenhuma outra academia poderá construir por nós: a nossa identidade. Formaremos oficiais preparados para os desafios contemporâneos da segurança pública, mas profundamente comprometidos com a realidade do povo amapaense”, afirmou Sara.

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