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Mãe de Macapá faz apelo desesperado por ajuda urgente

Elen Costa
Da Redação

O vídeo é de cortar o coração. Uma mãe de Macapá, com a voz embargada e as mãos em oração, implora por socorro do outro lado da fronteira. Ela é Sônia Maria Penafort, professora e mãe de Júlia Penafort dos Santos, uma jovem amapaense linda, estudiosa, trabalhadora, mestranda na Guiana Francesa, que hoje está irreconhecível dentro de uma clínica psiquiátrica em Caiena.

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“Eu sou uma mãe desesperada que precisa de socorro. A minha filha está destruída, magra, deprimida, acabada emocionalmente e fisicamente. Aquela menina linda está irreconhecível”, desabafa Sônia.

Segundo o relato angustiante da mãe, Júlia vive há seis anos na Guiana Francesa. Vivia um casamento com um homem mais velho, francês, que Sônia classifica como tóxico, narcisista, abusivo e extremamente ciumento.

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Júlia não aguentou e pediu a separação. Foi aí que o pesadelo começou, segundo a mãe. O marido não aceitou o fim. Dias depois, Júlia teve um sofrimento emocional profundo e foi internada pelo próprio marido em uma clínica psiquiátrica, sob a alegação de que ela teria tido um surto psicótico, que seria usuária de drogas e que teria esquizofrenia.

“A minha filha nunca teve nada disso na vida! Ela é a mais estudiosa, as notas são as melhores. Ele simplesmente, por ciúme, porque não aceita que ela não queria mais a relação tóxica dele, resolveu destruir a minha filha”, acusa a mãe.

Sônia afirma que a própria médica da clínica já descartou esquizofrenia, problemas neurológicos e uso de drogas, com exames negativos no sangue e na urina, e atestou que o quadro é de sofrimento profundo causado pela dor do relacionamento.

O momento mais forte do relato foi quando Sônia conseguiu entrar na clínica e ouvir o pedido de socorro da própria filha: “Mãe, pelo amor de Deus, me tira daqui, me leve pra casa”.

A jovem ainda teria relatado à mãe que foi abusada e espancada pelo marido.

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“Ele abusou dela, espancou ela. Ela pediu a separação e ele não aceitou”.

Sônia denuncia ainda que está em Caiena sem nenhum documento da filha. Segundo ela, o marido reteve passaporte, documento de Séjour, chave do apartamento onde Júlia mora, tudo.

“Eu pedi pelo menos a cópia, ele se nega. Ele não quer que ela saia daqui de jeito nenhum. Eu não tenho nada da minha filha, absolutamente nada.”

Júlia é brasileira, não tem cidadania francesa, e hoje depende dos documentos para poder deixar a clínica e voltar para Macapá.

Sem recursos e sozinha em outro país, Sônia clama por ajuda das autoridades brasileiras: “Eu peço a todas as autoridades, pelo amor de Deus, me ajudem. Venham aqui, mandem um representante aqui. Eu quero que as autoridades que têm diplomacia com a Guiana Francesa tirem a minha filha daqui e me deem o direito de levar minha filha pra ser cuidada no Brasil. Eu sou professora, eu tenho casa, eu tenho como cuidar da minha filha”.

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O apelo é direto para o Itamaraty, para o Consulado Geral do Brasil em Caiena, para o Governo do Amapá e para a Defensoria Pública.

“Esse homem vai pagar pelo que ele fez, se não for pela Justiça, vai ser pela Mão de Deus.”

A Redação deixa o espaço aberto para o Consulado do Brasil na Guiana Francesa, para a direção da clínica e para o ex-marido citado apresentarem sua versão.

As acusações de agressão, abuso e retenção de documentos são baseadas no relato emocionado da mãe e precisam ser apuradas pelas autoridades competentes. A identidade da jovem foi preservada em parte para proteção dela.

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