Elen CostaDa Redação
A Polícia Militar do Amapá definiu o Plano de Policiamento Eleitoral 2026 para o primeiro turno. O planejamento, com estratégia de segurança e logística operacional, prevê o emprego de 1.207 policiais militares em todo o estado, garantindo a blindagem de 369 locais de votação e cobertura total do território amapaense.
Do total de 1.207 PMs alocados, 537 agentes (44%) atuarão com diárias fazendo o policiamento estático no interior e em áreas rurais e ribeirinhas. Outros 348 policiais (29%) atuarão sem diárias no policiamento estático nas áreas urbanas de Macapá e Santana, e 322 policiais (27%) ficarão no apoio e logística, atuando na inteligência, comando, escoltas de urnas e forças de prontidão.
Macapá e Santana concentram 143 locais de votação e 385.549 eleitores, e contarão com 348 policiais. Já no interior, com grande extensão territorial, são 226 locais de votação e 190.808 eleitores, cobertos por 537 policiais. Segundo o plano, a capilaridade do interior exige 54% a mais de efetivo para cobrir menos da metade dos eleitores da capital.
Estratégia de Segurança e Logística
Na defesa estática de alta densidade, Macapá contará com 293 PMs, divididos entre 1º BPM (99 em 37 locais), 6º BPM (92 em 34 locais), 2º BPM (82 em 37 locais) e 8º BPM (18 PMs). Santana terá 55 agentes do 4º BPM em 26 locais. A frente estratégica de projeção de força no interior terá três epicentros com maior emprego logístico: Mazagão com 69 PMs em 33 locais, Oiapoque na fronteira com 59 em 19 locais e Laranjal do Jari com 57 militares em 24 locais. Os demais municípios somam 352 PMs distribuídos em 150 locais de votação, cobrindo 14 municípios incluindo Calçoene, Tartarugalzinho e Porto Grande.
O plano também detalha as operações ribeirinhas: Distrito do Bailique com 21 homens, zona rural e ribeirinha de Macapá com 55 e de Santana com 22 policiais, totalizando 46 locais de votação e mais de 21 mil eleitores em áreas de difícil acesso.
Mobilização das Forças
Na defesa dinâmica e logística, a operação começa no dia 30 de setembro com a escolta antecipada das urnas para o Bailique, feita pela Patamo com 4 PMs e 3 motocicletas. No dia 3 de outubro, acontece a escolta para os pólos receptores em Macapá e Santana, e nos dias 3 e 4, a guarda estática nos pólos.
Outros 24 policiais farão a proteção institucional integrada: 14 PMs na Comissão de Votação Paralela, 6 no Cartório Eleitoral da 10ª Zona, 2 no edifício do TRE/AP e 2 na Casa da Cidadania. O centro nervoso da operação será formado pelo tripé Ciodes com 12 PMs, CICCM com 40 PMs atuando como base móvel e carreta de segurança, e Inteligência com 66 PMs, a maior força de suporte isolada atuando de forma velada.
Operações e Recursos Disponíveis
Para mobilidade e resposta rápida, a PM terá 43 viaturas e 13 motocicletas, além de ônibus de transporte de tropa e carreta de comando. As tropas dinâmicas incluem Tropa de Prontidão com 24 agentes, Ostensivo Metropolitano com 18, Preventivo no interior com 45 e Operação Trânsito com 6 policiais.
Com planejamento meticuloso e comando unificado, a Polícia Militar classifica a operação como “Malha de Segurança Eleitoral 2026: Controle Total” com 100% do estado coberto e segurança democrática plenamente garantida para o 1º turno.