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“Após articulação de Davi, direitos para servidores da PEC”

O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), celebrou a recente aprovação, nesta terça-feira, 1, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 47/2023. Esta proposta busca garantir um tratamento igualitário aos servidores dos ex-territórios de Rondônia, Amapá e Roraima ao serem integrados ao quadro da administração pública federal. A proposta agora segue para análise de uma comissão especial e, posteriormente, será levada ao Plenário da Câmara.

Davi Alcolumbre destaca-se como um dos principais responsáveis pela tramitação desta proposta no Congresso Nacional. O presidente do Senado fez um pedido direto ao presidente da CCJ da Câmara, Leur Lomanto Júnior (União-BA), para que a matéria fosse pautada ainda durante o esforço concentrado desta semana. Durante a sessão, Lomanto reconheceu a atuação de Davi para o avanço do que classificou como uma “conquista histórica” para os servidores dos ex-territórios.

“O presidente Davi não mediu esforços, por meio de sua articulação política, do diálogo com os parlamentares e com o presidente Hugo Motta, para que pudéssemos aprovar essa matéria. É um reconhecimento histórico a esses servidores que tanto merecem”, afirmou Lomanto Júnior.

Tratamento Igualitário para Servidores Dos Ex-Territórios

A PEC 47/2023 é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e busca corrigir as disparidades no tratamento dado aos servidores dos ex-territórios. O texto prevê que indivíduos que mantiveram vínculo com as administrações dos antigos territórios e seus municípios ou que se tornaram servidores dentro dos dez primeiros anos após a criação dos respectivos estados podem optar pelos direitos e vantagens do quadro funcional da União.

Se a proposta for aprovada definitivamente, a PEC 47 poderá beneficiar milhares de trabalhadores dos antigos territórios, entre servidores públicos, policiais civis e militares e outros profissionais que mantiveram um vínculo funcional com a administração pública durante os primeiros anos após a transformação dos territórios em estados.

Reconhecimento dos Direitos Históricos

Para Davi, o avanço da proposta representa mais uma etapa na luta histórica pelo reconhecimento dos direitos desses trabalhadores. “Essa é uma luta de muitos anos e que diz respeito à vida de milhares de trabalhadores e de suas famílias. São pessoas que dedicaram parte de suas vidas ao serviço público e ajudaram a construir o Amapá, Rondônia e Roraima. O que buscamos é justiça, igualdade de tratamento e o reconhecimento de direitos que não podem continuar esperando”, afirmou.

O presidente do Senado enfatizou a importância de continuar trabalhando pela aprovação final da proposta no Congresso. “Hoje demos um passo muito importante, mas a nossa missão ainda não terminou. Vamos continuar trabalhando, dialogando e construindo os entendimentos necessários para que essa PEC avance na Câmara e possamos transformar essa reivindicação histórica em uma conquista definitiva para esses servidores”, completou Davi.

Próximos Passos na Tramitação da PEC

A PEC 47/2023 agora seguirá para uma comissão especial, onde receberá novas análises e desempates entre os parlamentares. A expectativa é que a proposta movimente discussões sobre o tratamento dos servidores dos ex-territórios em todo o Brasil, uma vez que representa não apenas uma correção de desigualdades, mas também um reconhecimento formal da contribuição desses trabalhadores para o desenvolvimento das regiões.

A tramitação da proposta ocorre em meio a um cenário político no qual a valorização dos servidores públicos é cada vez mais discutida e defendida. Ano após ano, diversas categorias reivindicam melhorias nas condições de trabalho e reconhecimento de seus direitos, e essa PEC se insere nesse contexto.

Conforme o apoio dos parlamentares se torna mais evidente, as chances de a proposta ser aprovada em plenário aumentam. Assim, a luta pela valorização e pelo reconhecimento dos direitos dos servidores dos ex-territórios avança, gerando a expectativa de formalização da igualdade de tratamento que há tanto tempo é pleiteada.

Como o reconhecimento dos direitos desses trabalhadores continua a ser um tema relevante nas discussões do Congresso, só o tempo dirá se o cenário se consolidará em benefícios efetivos para aqueles que se dedicaram ao serviço público nas primeiras décadas após a criação dos estados de Rondônia, Amapá e Roraima.

O futuro dos servidores dos antigos territórios pode estar mais próximo de uma maior equidade e respeito aos seus direitos. O desdobramento desta proposta será acompanhado com atenção por todos os interessados que aguardam por um resultado justo e satisfatório que reverberará na vida de muitos brasileiros.

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