Defensoria Pública no Amapá: Desafios e Expectativas de Igor Giusti
O defensor público-geral do Amapá, Igor Giusti, em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), expressou suas expectativas para a atuação da Defensoria Pública do Estado. A primeira gestão de Giusti almeja um atendimento humanizado e eficiente em um momento onde a demanda cresce em meio aos desafios enfrentados por sua equipe.
Giusti, que é o primeiro amapaense a assumir o cargo, destacou seu compromisso em manter os avanços que a DPE conquistou recentemente. O foco, segundo ele, é garantir que o atendimento à população seja ágil e respeitoso: “Esperamos um tempo de atendimento de no máximo uma hora, e assim, vamos ouvi-los, recebê-los, acolhê-los, entender qual a demanda que ele nos traz.”
Com a intenção de transformar a experiência dos assistidos, ele enfatiza a importância de informar, desde o primeiro contato, quais documentos os usuários devem trazer e quais os encaminhamentos adequados, sejam estas orientações jurídicas ou agendamentos.
Estrutura e Desafios da DPE no Amapá
No que diz respeito à estrutura da Defensoria Pública, Giusti mencionou que, apesar de os recursos atuais serem suficientes para a equipe técnica, ainda há lacunas a serem preenchidas. “Nós temos sedes praticamente em todos os municípios, sedes próprias. Faltam alguns ajustes, precisamos de uma sede em Santana, e construir uma nova em Oiapoque,” destacou, mencionando as obras em andamento e a necessidade de expansão.
Giusti também abordou o tema do orçamento da DPE, ressaltando que, embora o governo do estado forneça um suporte consistente, a discussão em torno dos recursos financeiros ainda está em desenvolvimento. “Ainda não é o ideal, mas a gente vem galgando passos maiores e construindo toda a estrutura física e humana que a gente precisa para recepcionar os necessitados da melhor forma possível,” afirmou.
Melhorias no Serviço e Atendimento ao Cidadão
Um dos pontos destacados por Giusti foi a necessidade de melhorar os fluxos e procedimentos para garantir um acolhimento mais qualificado aos assistidos. Ele reconhece que, apesar de 58 defensores estarem atualmente em atividade, este número ainda está abaixo do desejado: “Na nossa lei nós temos 70 cargos. Se a gente conseguisse completar os 70 cargos, eu acredito que a gente já teria uma estrutura de defensores adequada a toda a nossa realidade.”
A Defensoria Pública do Amapá, sob a liderança de Igor Giusti, se propõe a manter também as ações itinerantes, ampliando a assistência a comunidades mais afastadas e mantendo um atendimento remoto efetivo por meio dos seus canais oficiais, visando tornar o serviço ainda mais acessível.
Compromisso e Continuidade das Ações
Ao finalizar sua fala, Giusti reforçou que a continuidade nas ações da Defensoria Pública é crucial para seu crescimento e para atender as demandas da população. “O que a gente mantém da gestão passada, que era uma gestão que eu já fazia parte, é essa vontade incansável para ajudar, para estender a mão para quem necessita,” concluiu, evidenciando seu compromisso em proporcionar um serviço destinado àquelas pessoas que dependem do suporte jurídico da instituição.
A Defensoria Pública do Amapá, sob a gestão de Igor Giusti, se mostra determinada a enfrentar os desafios de sua estrutura e busca constantemente aprimorar o atendimento a todos que necessitam de assistência legal. A gestão é vista como um passo importante para que a DPE possa cumprir seu papel fundamental na proteção dos direitos dos cidadãos amapaenses.
