Depois de dias de queimadas e de uma população obrigada a respirar fumaça, o Amazonas vai receber reforço federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado (10) o envio de cerca de 290 profissionais, seis aeronaves e equipamentos. A coincidência com a reta final do segundo turno, no entanto, levanta questionamentos.
O que disse o presidente
No vídeo divulgado nas redes, Lula contou que conversou por telefone com o governador Roberto Cidade e que equipes do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional chegariam ao estado ainda no sábado.
“Estamos mandando 290 pessoas para ajudar, estamos mandando seis aeronaves e vamos fazer tudo o que for necessário para que a gente possa debelar os incêndios em Manaus e fazer o povo viver respirando um ar puro”, afirmou.
| O que se sabe | O que o anúncio não detalhou |
|---|---|
| Cerca de 290 profissionais e 6 aeronaves | Por quanto tempo as equipes ficarão no estado |
| Participação do MMA e do MIDR | Quais municípios e áreas serão atendidos primeiro |
| Chegada prevista para sábado (10) | Por que o reforço não veio no início da crise |
Prevenção que chega tarde
O problema do fogo na Amazônia é previsível e monitorado. No Amapá, por exemplo, já existe uma plataforma que usa satélites e inteligência artificial para prevenir incêndios. Os focos em toda a região são públicos no portal de queimadas do Inpe.
A própria União tem um roteiro para agir com antecedência desde a Lei 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Quando o reforço só aparece depois que a fumaça toma a capital, a pergunta sobre a demora é inevitável.
Para quem vive na região, vale reforçar os cuidados com a saúde e a segurança no período seco. O News Amapá reuniu orientações sobre como se proteger da seca e do fogo.
Assista ao vídeo
Fonte: CM7 Brasil



