OAB-AP engrossa preocupação da advocacia brasileira sobre inquérito indefinido

OAB-AP engrossa preocupação da advocacia brasileira sobre inquérito indefinido

Inquéritos de Longa Duração são motivo de preocupação na Ordem dos Advogados do Brasil, conforme destacado no ofício enviado ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento, que conta com a assinatura do presidente da Seccional do Amapá, Israel da Graça, traz à tona questões sobre a validade de investigações que se prolongam por anos, como o Inquérito 4.781, que investiga fake News desde 2019.

O Ofício da OAB e a Importância do Diálogo

A OAB expressa sua preocupação com a duração indefinida de investigações, especialmente aquelas que podem infringir direitos fundamentais. No ofício, a entidade ressalta a necessidade de que todos os procedimentos sigam os limites estabelecidos pela Constituição, garantindo assim o devido processo legal e a ampla defesa.

A Demanda por Limites e Controles

Israel da Graça enfatiza que a democracia necessita de limites e de um controle rigoroso de suas práticas. A posse de um diálogo direto e transparente com o Supremo Tribunal Federal é crucial para a manutenção do Estado de Direito. Ele destaca: “É nesse espírito de responsabilidade institucional e cooperação republicana que buscamos esse diálogo”.

Compromisso com a Democracia

O ofício também reitera o compromisso da OAB com a defesa incondicional dos valores democráticos. Conforme mencionado, a Ordem permanece aberta a colaborar com o STF em questões que promovam a segurança jurídica e a pacificação institucional. Com esta postura, a OAB se coloca como um ator que busca fortalecer os pilares da democracia nacional.

O pedido de audiência visa examinar de forma aprofundada as questões inseridas no documento e garantir que a voz da advocacia brasileira seja ouvida, promovendo um ambiente de cooperação e respeito mútuo entre os diferentes poderes da República.

Em tempos de desafios institucionais, o diálogo entre as entidades e os tribunais é mais importante do que nunca, reafirmando que a observância da Constituição é fundamental para o fortalecimento da justiça.