Cláudia A. Flor D’Maria representa Amapá em workshop internacional

Cláudia A. Flor D’Maria representa Amapá em workshop internacional

A poeta e pesquisadora Cláudia A. Flor D’Maria participou recentemente do Workshop Trilateral Brasil, França e Guiana Francesa – Caminhos de Oralidades em Terras de Literatura: Povos Indígenas e as Violências, em Manaus (AM). Este evento, que ocorreu ao longo de três dias no final de abril, foi promovido pela Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e teve a participação de representantes de instituições acadêmicas internacionais, como a Université Jean Moulin Lyon 3 e a Université de Guyane.

O encontro teve como objetivo discutir as oralidades e os desafios enfrentados pelos povos indígenas, especialmente em relação às violências e à preservação das suas tradições. Cláudia A. Flor D’Maria, conhecida por seu trabalho em literatura indígena, foi convidada pela sua atuação no campo das ciências humanas e por sua dedicação à causa indígena.

Contribuição no Workshop sobre Oralidades

No workshop, Cláudia atuou como majé no ritual ‘O tempo sagrado da vida’ e participou como debatedora na temática das ‘Violências’. Sua contribuição finalizou com uma conferência na mesa-redonda intitulada ‘Violência[s]’. A escritora destacou a importância desses encontros para o fortalecimento da luta pela preservação das memórias ancestrais e a ampliação da visibilidade das narrativas indígenas na academia e na sociedade em geral.

“Participar deste encontro foi reafirmar a importância das vozes indígenas ocupando espaços de debate, pesquisa e espiritualidade. Quando falamos de oralidade, falamos também de memória, território e resistência”, afirmou Cláudia A. Flor D’Maria, ressaltando o papel crucial desses diálogos entre Brasil, França e Guiana Francesa.

Participação de Nomes Relevantes da Literatura Indígena

O evento contou com a presença de outros importantes nomes da literatura e da pesquisa indígena, como as escritoras e pesquisadoras Eva Potiguara, Márcia Mura, Jama Wapichana e Jacyra Pitaguary. Juntas, elas trouxeram suas experiências e conhecimentos para enriquecer o debate sobre a condição dos povos originários nos três países envolvidos. A pesquisadora Ananda Machado também trouxe sua contribuição, representando o Instituto Insikiran da Universidade Federal de Roraima, onde leciona o curso de Gestão Territorial Indígena.

O workshop não apenas promoveu a troca de experiências entre os participantes, mas também ajudou a construir um espaço onde as vozes indígenas pudessem ecoar, levando suas demandas e anseios a um público mais amplo.

Sobre Cláudia A. Flor D’Maria

Cláudia A. Flor D’Maria, nascida em Macapá, é uma figura proeminente no contexto literário e acadêmico. Ela é a nome artístico de Cláudia Patrícia Nunes Almeida e pertence ao povo Itaquêra/PA. Com um doutorado em Ensino, sua carreira inclui atuação como professora e uma destacada presença na literatura indígena, ribeirinha e afro-amapaense. Em 2023, Cláudia foi agraciada com o Prêmio Jabuti, uma das mais importantes premiações literárias do Brasil, o que reforçou ainda mais sua trajetória como escritora e pesquisadora.

Seu trabalho se concentra na valorização da oralidade e nas questões que envolvem a identidade e a cultura dos povos indígenas. Cláudia tem se envolvido ativamente em projetos que buscam dar visibilidade às histórias e experiências dessas comunidades, utilizando sua plataforma para educar e engajar o público sobre a importância da diversidade cultural.

Para sua participação no workshop em Manaus, Cláudia recebeu apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá, que, através do Edital de Credenciamento Circuito das Artes, demonstra seu comprometimento com a valorização da cultura e da arte regional.

A presença de Cláudia A. Flor D’Maria e de outros importantes representantes da literatura indígena no Workshop Trilateral reafirma a necessidade de diálogo e de respeito pelas culturas originárias. A troca de saberes promovida por esses eventos é essencial para a construção de um futuro que reconheça e valorize as múltiplas vozes presentes na Amazônia, contribuindo para um entendimento mais profundo das questões que permeiam a vida dos povos indígenas.

Workshop Trilateral

O diálogo entre Brasil, França e Guiana Francesa não só enriquece o panorama literário internacional, mas também fortalece a identidade dos povos indígenas, ressaltando a importância de sua inclusão nas discussões contemporâneas sobre cultura e resistência.