DECCP prende membros de grupo responsável por assalto em loja

Elen Costa
Da Redação

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), prendeu em flagrante dois homens e uma mulher envolvidos em um assalto a uma loja de celulares, localizada no centro de Macapá. Durante a ação criminosa, aproximadamente 35 aparelhos foram furtados.

O primeiro suspeito, um homem de 28 anos, foi encontrado no bairro do Goiabal, na zona oeste da capital. Ele admitiu ter invadido a loja e pilotado a motocicleta utilizada na fuga. Logo após, os agentes detiveram o segundo criminoso, de 35 anos, identificado como o suposto líder do grupo. Durante seu depoimento, ele negou essa posição de liderança, alegando que apenas seguia ordens. Sua prisão ocorreu no Parque Aeroportuário, na zona norte de Macapá.

Posteriormente, a equipe de investigadores prendeu a mulher de 29 anos, que supostamente havia vendido parte dos celulares roubados. A polícia conseguiu recuperar o restante dos aparelhos. O delegado Bruno Braz, titular da DECCP, afirmou que o crime foi premeditado e que outras quatro pessoas estão envolvidas, além de eventuais receptadores.

Imagem do caso de assalto a loja de celulares

“Esse grupo visitou a loja dois dias antes do roubo, disfarçados de clientes, para fazer um levantamento do local. Assim que o crime ocorreu, nossas equipes, juntamente com a Polícia Militar, foram às ruas e conseguiram capturá-los rapidamente”, informou Braz.

Os homens detidos já tinham passagens pela polícia, sendo que um deles foi preso três vezes pelo mesmo crime. A mulher está sob suspeita de facilitar a prática criminosa, emprestando sua conta bancária para receber dinheiro proveniente de assaltos e golpes, além de guardar e vender materiais roubados.

“Os outros envolvidos já foram identificados e serão responsabilizados judicialmente. Este grupo enfrenta acusações de associação criminosa armada, receptação, resistência e roubo majorado, especialmente considerando o recente artigo no Código Penal que tipifica o roubo de celular, cuja pena pode alcançar 18 anos de detenção”, destacou a autoridade policial, sublinhando que celulares são objetos facilmente rastreáveis. Aqueles que adquirirem ou estiverem na posse de produtos oriundos de crime podem ser presos e responder por receptação.

A operação contou com o apoio do Batalhão de Força Tática da PM e do Núcleo de Capturas da Polícia Civil.

A Polícia Civil e a Ação Rápida

A atuação rápida da polícia foi crucial para evitar que os criminosos se dispersassem e para garantir a recuperação dos bens furtados. O trabalho conjunto entre a DECCP e a Polícia Militar mostrou-se eficiente em situações de emergência, como foi o caso deste assalto.

O preparo e o treinamento das equipes policiais permitiram que a resposta ao crime fosse efetiva e célere, aumentando a segurança na comunidade. A colaboração entre diferentes forças de segurança é um passo importante na luta contra a criminalidade.

Investigação e Desdobramentos do Crime

A investigação não se limita apenas aos três indivíduos já capturados. O delegado Bruno Braz enfatizou que a polícia está em busca de outros membros da quadrilha que também foram identificados. O objetivo é desbaratar toda a rede de criminosos envolvidos no roubo.

Além disso, a polícia está atenta a possíveis receptadores que possam ter comprado os celulares roubados. A venda de produtos oriundos de crime frequentemente alimenta outros tipos de delitos, tornando a fiscalização um elemento-chave para inibir esse tipo de prática.

Punições e Consequências Legais

As consequências legais para os envolvidos no roubo de celulares são severas. Com a nova legislação, a punição pode ser prolongada, refletindo a gravidade desse tipo de crime. Isso é uma tentativa de coibir ações criminosas e, ao mesmo tempo, reforçar a segurança pública.

O comprometimento da Polícia Civil em investigar e processar os culpados demonstra um esforço contínuo em garantir a segurança da população e combate à criminalidade, especialmente em crimes que afetam diretamente a vida diária das pessoas, como o roubo de celulares. Essa trabalhar com rigor está alinhado com o objetivo de promover um sistema de justiça mais eficiente e eficaz.