Profissionais da advocacia comentam modernização jurídica e carreira

Profissionais da advocacia comentam modernização jurídica e carreira

Dia do Advogado: Reflexões e Mudanças

O Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, traz à tona a importância dessa profissão e as transformações que ocorreram ao longo dos anos. O programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM), transmitido no último sábado, dia 8, trouxe à mesa três renomados profissionais do direito, proporcionando insights valiosos sobre a modernização da advocacia e sua relevância na sociedade atual.

Modernização na Advocacia

A advogada Sandra Alcântara destacou em sua fala como a imagem do advogado evoluiu drasticamente. De tempos em que os advogados carregavam pilhas de processos, hoje a rotina se transformou, especialmente com a introdução da inteligência artificial. “A gente andava de carrinho com toda a papelada até o fórum, naquele sol de meio-dia”, relembrou, trazendo um toque de humor ao relato.

Alcântara enfatizou que, apesar da modernização, a curadoria humana continua a ter um papel fundamental em todo o processo jurídico, assegurando que a ética e a empatia não sejam substituídas por máquinas.

O Legado de Wagner Gomes

Helder Ferreira, atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Amapá (Caaap), prestou homenagem a Wagner Gomes, uma figura emblemática que inspirou gerações de advogados no estado. Ferreira recordou que muitos jovens aspiravam tornar-se profissionais do direito como ele. Essa inspiração continua a ser uma força motriz para aqueles que ingressam na advocacia.

Além disso, Ferreira discutiu o cenário atual da advocacia, que enfrenta mudanças inevitáveis. A OAB/AP, segundo ele, tem se empenhado na qualificação de novos advogados, promovendo cursos em setores emergentes como o de óleo e gás, bem como na utilização de tecnologias como IA. “Novos momentos estão chegando e essa preocupação é necessária para todos, incluindo advogados mais experientes”, ponderou.

Violência contra a Mulher e a Lei Maria da Penha

Um tema importante abordado pelos advogados foi a violência contra a mulher, especialmente em relação à Lei Maria da Penha, que completou 20 anos nesta semana. Eles concordaram quanto à eficácia da lei, mas lamentaram que os índices de violência ainda sejam alarmantes. As discussões revelaram a necessidade de um trabalho contínuo e integrado para que os efeitos da lei se traduzam em real proteção para as mulheres.

Marciele Morais, da Subseção da OAB/AP em Santana, trouxe uma proposta inovadora: a criação de políticas públicas que transcendam o âmbito jurídico. Ela defendeu que a educação preventiva é crucial e deve começar desde a infância. “A violência se manifesta em diversas faces, seja ela física, patrimonial ou verbal. Infelizmente, por vezes, é na escola e em casa que ela ocorre pela primeira vez”, observou, enfatizando a importância de sensibilizar e educar jovens sobre esses temas.

As reflexões do programa destacaram não apenas os desafios enfrentados pela profissão, mas também as oportunidades que a modernização e a educação trazem para a advocacia e a sociedade. Hoje, mais do que nunca, é essencial que os advogados adaptem suas práticas, promovam o conhecimento e atuem como agentes de mudança efetiva.

Neste contexto do Dia do Advogado, a comemoração serve como um lembrete da relevância da profissão e da contínua necessidade de evolução profissional e social. A advocacia não pode apenas se adaptar, mas deve liderar o caminho em questões de justiça e igualdade.

Com as vozes de profissionais como Sandra Alcântara, Helder Ferreira e Marciele Morais ecoando a necessidade de mudança, é evidente que o futuro da advocacia estará relacionado à sua capacidade de inovar e educar, criando um ambiente mais justo para todos.